A decisão do governo Donald Trump de impor tarifas de 25% sobre produtos brasileiros não é um capricho de Washington, mas a consequência direta de anos de políticas equivocadas, protecionismo barato e uma diplomacia que confunde altivez com arrogância. Enquanto o mundo avança em acordos comerciais, o governo Lula prefere o papel de vítima a reconhecer que práticas como censura a big techs, barreiras ao etanol americano e vantagens ilegítimas a agricultores brasileiros tornaram o país um alvo fácil e merecido.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, em entrevista à GloboNews na noite desta quarta-feira (15), soltou a pérola que resume a tragédia da diplomacia petista: “Eles [os EUA] não gostam que não se curvem às suas exigências”. A declaração, além de risível, expõe o infantilismo de um governo que trata relações internacionais como disputa de personalidades. O senhor ministro parece ter esquecido que sua função é defender os interesses nacionais, não alimentar o complexo de inferioridade do seu chefe.
A realidade, inconveniente para o Planalto, é que a investigação do Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) apontou práticas concretas e documentadas. Não se trata de “curvar-se” a Trump, mas de cumprir regras mínimas de comércio internacional. O governo brasileiro trata o comércio exterior como se fosse uma extensão do MST, achando que pode invadir propriedades alheias e depois reclamar quando a polícia aparece.
Enquanto isso, o impacto econômico será devastador e imediato. A sobretaxa entra em vigor em 22 de julho, afetando cerca de 3 mil itens e mais de US$ 11 bilhões em exportações. Setores como máquinas agrícolas, calçados e equipamentos de mineração serão duramente penalizados. A Confederação Nacional da Indústria já soa o alarme, mas no Planalto a única preocupação parece ser quanto tempo o ministro da Fazenda vai demorar para aparecer na TV com outro pacote de aumento de impostos para tapar o buraco que o próprio governo cavou.
A Cortina de Fumaça de Boulos
A tentativa desesperada de desviar o foco veio do deputado Guilherme Boulos (PSOL-SP), que em postagem no X nesta quinta-feira (16) convocou os “porta-vozes de Lula” a atacar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por ter compartilhado a postagem de Marco Rubio que acusa Lula de colocar o ego acima do bem-estar dos brasileiros.
A estratégia é tão transparente quanto patética. Em vez de debater o mérito das acusações americanas — censura, protecionismo e práticas desleais —, a esquerda prefere a velha tática de atirar no mensageiro. Flávio Bolsonaro, ao compartilhar a crítica de Rubio, não inventou nada; apenas ecoou o que o próprio governo americano documentou em centenas de páginas de investigação. Mas para o petismo, fatos são meros inconvenientes que atrapalham a narrativa.
O que Boulos e seus aliados não conseguem explicar é por que o Brasil deveria ser poupado das tarifas quando impõe barreiras ao etanol americano, quando força plataformas como X e Meta a censurar conteúdos sob ameaça de multas bilionárias, e quando permite que agricultores que desmatam ilegalmente na Amazônia obtenham vantagem competitiva sobre produtores americanos. Esses são os fatos que o governo Lula quer esconder atrás de cortinas de fumaça e ataques pessoais.
É sintomático que, em vez de negociar seriamente com Washington, o governo prefira convocar sua militância digital para atacar opositores. Lula transformou o Itamaraty em braço do PT, e agora a economia brasileira paga o preço dessa politicagem rasteira. O senhor ministro Mauro Vieira e sua equipe parecem mais preocupados em lacrar no Twitter do que em garantir que os produtos brasileiros cheguem competitivos ao mercado americano.
A Hora da Verdade
Os EUA foram claros: as tarifas poderão ser modificadas ou suspensas caso o Brasil elimine as práticas questionadas. Não é exigência inalcançável, é senso comum. O que falta no governo Lula é disposição para reconhecer seus erros e corrigir o que precisa ser corrigido.
Mas, para isso, seria necessário que o presidente e seus assessores tivessem humildade suficiente para admitir que erraram. Algo que, como todos sabemos, não acontecerá enquanto o ego de Lula for maior que o interesse nacional.
O Brasil perderá mercado, perderá empregos, perderá divisas — e Lula perderá a chance de mostrar que, aos 79 anos, ainda pode aprender algo. Mas o que esperar de um governo que trata crise diplomática como entretenimento para suas redes de ódio? O preço, como sempre, será pago pelo trabalhador brasileiro. Enquanto isso, no Planalto, o espetáculo continua, e a platéia paga a conta.





