O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fará sua estreia na Copa do Mundo de 2026 neste domingo (19), participando da grande final entre Argentina e Espanha no MetLife Stadium, em East Rutherford, Nova Jersey. Mais do que um simples espectador, Trump dividirá o palco com o presidente da Fifa, Gianni Infantino, para entregar o cobiçado troféu ao capitão da equipe campeã .
A confirmação oficial veio da porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, em uma coletiva de imprensa na quinta-feira (16). “Estamos ansiosos pela partida final no domingo, e sei que o presidente está ansioso para participar. Esta é uma conclusão adequada para um torneio que mostrou a capacidade da América de receber o mundo no maior palco”, declarou Leavitt .
A decisão de Trump de marcar presença apenas na final, após ausentar-se de todas as outras partidas do torneio coorganizado por Estados Unidos, Canadá e México, havia gerado expectativas. O próprio Infantino já havia adiantado o plano em entrevistas anteriores, afirmando que ele e Trump estariam “juntos, curtindo a final e entregando o troféu ao vencedor, é claro” .
A participação do mandatário americano na cerimônia de premiação segue uma tradição de longa data em Copas do Mundo, onde chefes de Estado do país-sede frequentemente têm um papel de destaque. Em 2022, o emir do Qatar, Sheikh Tamim bin Hamad Al Thani, se juntou a Infantino para entregar o troféu a Lionel Messi. Quatro anos antes, na Rússia, foi Vladimir Putin quem condecorou os jogadores da França campeã .
No entanto, a proximidade entre Trump e Infantino tem gerado controvérsias. O presidente já havia apresentado o troféu do Mundial de Clubes da Fifa no mesmo estádio no ano passado, um evento marcado por sua permanência no pódio durante a celebração dos jogadores do Chelsea, causando constrangimento e confusão . O capitão do Chelsea, Reece James, relatou: “Eles me disseram que ele iria apresentar o troféu e depois sair do palco, e eu pensei que ele fosse sair, mas ele quis ficar” .
Mais recentemente, Trump interveio em uma polêmica envolvendo o atacante norte-americano Folarin Balogun, telefonando para Infantino para sugerir a revisão de um cartão vermelho que o suspenderia. A Fifa acabou revertendo a punição, mas o episódio lançou uma sombra sobre a participação da seleção dos EUA, que acabou eliminada pela Bélgica . Apesar das críticas de grupos de direitos humanos sobre a relação entre os dois líderes, a Fifa mantém o plano de ter Trump como figura central na cerimônia de encerramento do torneio .





