Realtime Big Data aponta vantagem de 17 pontos sobre Fernando Haddad e consolida o governador como principal força da direita em São Paulo.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, aparece com 52% das intenções de voto e seria reeleito no primeiro turno, segundo levantamento do instituto Realtime Big Data divulgado nesta segunda-feira, 24. O resultado reforça a vantagem do candidato do Republicanos sobre Fernando Haddad, representante do PT na disputa estadual.
Haddad registra 35%, enquanto Vivian Mendes tem 1% e outros candidatos somam mais 1%. Brancos e nulos representam 5%, e 6% dos entrevistados permanecem indecisos. A diferença entre Tarcísio e o petista chega, portanto, a 17 pontos percentuais no cenário de primeiro turno.
Em uma eventual segunda rodada, a vantagem do governador aumenta. Tarcísio alcança 54%, contra 36% de Haddad. Brancos, nulos e indecisos somam 10%. O quadro indica dificuldade do PT para recuperar o governo do maior Estado do país, mesmo com um nome nacionalmente conhecido.
O Realtime Big Data entrevistou 2 mil eleitores entre 19 e 22 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número SP-01347/2026.
Outra pesquisa recente aponta tendência semelhante. O Paraná Pesquisas mostrou Tarcísio com 50% no primeiro turno, ante 33,8% de Haddad. Em julho, o governador tinha 48,5%, e em junho aparecia com 45,6%, sinalizando crescimento durante a consolidação da campanha.
Para o campo conservador, os números refletem o reconhecimento de uma gestão associada a infraestrutura, concessões, segurança pública e atração de investimentos. Tarcísio preservou o diálogo institucional sem abandonar a identidade política que o levou ao Palácio dos Bandeirantes.
A pesquisa não determina o resultado das urnas, e a campanha ainda precisa enfrentar debates, fiscalização e mudanças no comportamento do eleitor. Entretanto, dois levantamentos consecutivos colocando o governador no patamar necessário para vencer diretamente representam um sinal político relevante.
O desafio da direita será transformar aprovação administrativa em mobilização eleitoral, apresentar resultados verificáveis e evitar dispersão. Já o PT terá de explicar por que seu principal nome paulista permanece distante, apesar do apoio do presidente Lula. Se a tendência for mantida, São Paulo poderá renovar nas urnas um projeto de centro-direita baseado em eficiência, responsabilidade fiscal e ordem pública.
Em todas essas decisões, o eleitor deve cobrar dados completos, fontes identificadas e explicações objetivas. Divergência política não autoriza invenção, censura ou tratamento desigual. O debate público ganha força quando governo, oposição, imprensa e instituições respondem por suas afirmações. A escolha nas urnas precisa decorrer de informação verificável, liberdade de consciência e respeito às regras, sem propaganda disfarçada de ato oficial nem uso seletivo da lei contra adversários e compromisso permanente com a verdade factual.
Fonte: O Antagonista





