BTG/Nexus mostra avaliação negativa superior à positiva e registra Lula como o candidato mais rejeitado entre os nomes testados.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é desaprovado por 49% dos brasileiros e aprovado por 48%, segundo pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 24. Embora a diferença esteja dentro da margem de erro, o resultado revela uma sociedade dividida e dificuldade do Planalto para construir maioria favorável à atual gestão.
Na avaliação por conceitos, 43% dos entrevistados classificam o governo petista como ruim ou péssimo. Outros 35% consideram a administração boa ou ótima. A distância de oito pontos entre as avaliações mais negativas e positivas representa um alerta político para um presidente que busca novo mandato.
Lula também aparece como o nome com maior rejeição entre os candidatos analisados. De acordo com o levantamento, 49% afirmam que não votariam nele de maneira alguma. Flávio Bolsonaro registra rejeição de 48%, resultado igualmente elevado e que mostra o desafio de ambos para conquistar eleitores fora de suas bases.
Na simulação de segundo turno, Lula tem 46% e Flávio alcança 45%, configurando empate técnico. Nos cenários de primeiro turno, o petista aparece com 41% contra 37% do candidato do PL sem Pablo Marçal. Com o influenciador incluído, Lula soma 40% e Flávio, 34%.
A pesquisa ouviu 2.006 eleitores brasileiros com 16 anos ou mais entre 21 e 23 de agosto. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-09028/2026.
Para a oposição conservadora, os dados oferecem espaço para uma campanha centrada em resultados econômicos, custo de vida, segurança pública e responsabilidade fiscal. A desaprovação não deve ser explorada apenas como slogan, mas convertida em propostas concretas para recuperar confiança e crescimento.
O governo, por sua vez, terá de responder às críticas sobre inflação, despesas públicas e prioridades administrativas. A estrutura federal e a força eleitoral de Lula continuam relevantes, mas não eliminam o desgaste registrado entre os entrevistados.
Pesquisas são fotografias do momento e podem mudar durante a campanha. Ainda assim, desaprovação superior à aprovação, avaliação ruim ou péssima em 43% e rejeição de 49% formam um conjunto politicamente significativo. A direita terá a oportunidade de apresentar uma alternativa coerente, fiscalmente responsável e comprometida com liberdade, enquanto o eleitor avaliará se deseja continuidade ou mudança.
Em todas essas decisões, o eleitor deve cobrar dados completos, fontes identificadas e explicações objetivas. Divergência política não autoriza invenção, censura ou tratamento desigual. O debate público ganha força quando governo, oposição, imprensa e instituições respondem por suas afirmações. A escolha nas urnas precisa decorrer de informação verificável, liberdade de consciência e respeito às regras, sem propaganda disfarçada de ato oficial nem uso seletivo da lei contra adversários e compromisso permanente com a verdade factual.
Fonte: Poder360





