A deputada federal Priscila Costa (PL-CE) afirmou sentir-se honrada com a inclusão de seu nome nas articulações para a vice da chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A parlamentar ressaltou, porém, que mantém o foco em seu trabalho político no Ceará e que a escolha ainda depende de alianças e decisões partidárias.
Priscila declarou que a vitória de Flávio é importante para o campo conservador e defendeu que o candidato escolha a melhor composição. A manifestação foi cuidadosa: ela demonstrou disponibilidade para servir ao projeto nacional sem apresentar a possibilidade como fato consumado ou iniciar campanha pessoal pelo posto.
O nome ganhou força durante as discussões sobre uma eventual chapa pura do PL. Aliada próxima de Michelle Bolsonaro, Priscila reúne identidade conservadora, atuação em defesa da família e comunicação direta com o eleitorado cristão. Sua presença poderia ampliar o protagonismo feminino numa campanha marcada por valores e mobilização popular.
A deputada também esteve no centro das negociações do partido no Ceará. Michelle defendia seu nome para o Senado, enquanto outras lideranças apoiavam o deputado estadual Alcides Fernandes. Ao final, Priscila desistiu da disputa senatorial e passou a ser considerada pré-candidata à Câmara, decisão que não eliminou sua projeção nacional.
A definição da vice deverá ocorrer até 5 de agosto, prazo final das convenções. O PL ainda avalia alianças com outras legendas, equilíbrio regional, tempo de campanha e capacidade de diálogo com setores além da base bolsonarista. Esses fatores podem favorecer uma composição externa ou fortalecer a ideia de unidade partidária.
Para a direita, a escolha precisa combinar lealdade a princípios, competência política e capacidade de enfrentar a máquina petista. Priscila representa uma geração de parlamentares que cresceu defendendo liberdade religiosa, proteção da infância, responsabilidade e participação das mulheres sem adesão ao feminismo ideológico da esquerda.
A possibilidade também oferece contraponto à tentativa progressista de monopolizar a representação feminina. Mulheres conservadoras não precisam aceitar cartilhas de gênero para participar da política. Elas podem defender maternidade, fé, empreendedorismo, segurança e família com voz própria, sem pedir autorização a movimentos alinhados ao PT.
Nada está definido, e a reportagem não transforma articulação em anúncio. O dado concreto é que Priscila foi citada, recebeu a lembrança com honra e permanece integrada ao projeto eleitoral de Flávio. A discussão demonstra que o campo conservador possui quadros femininos competitivos e capazes de ocupar posições centrais na disputa pelo futuro do Brasil.





