Justiça nega liberdade a familiares de Marcola em operação que também prendeu Deolane

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A Justiça negou os pedidos de liberdade dos familiares de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola — líder do Primeiro Comando da Capital (PCC) preso em regime disciplinar diferenciado — que foram presos na mesma operação que resultou na detenção da influenciadora e advogada Deolane Bezerra. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (13) pelos advogados dos investigados.

A operação, deflagrada na última semana, mira um suposto esquema de lavagem de dinheiro e organização criminosa envolvendo o tráfico de drogas, jogos ilegais e a atuação de influenciadores digitais na promoção de plataformas de apostas. Segundo as investigações, o grupo utilizaria empresas de fachada e contas de terceiros para movimentar valores milionários provenientes do crime organizado.

A prisão de Deolane e a conexão com o PCC

Deolane Bezerra foi presa na mesma operação sob suspeita de participar do esquema de lavagem de dinheiro. A influenciadora, que já havia sido alvo de outras investigações relacionadas a jogos de azar, teria recebido valores de fontes ligadas ao PCC para divulgar plataformas de apostas e realizar transações financeiras que dificultavam o rastreamento do dinheiro.

A defesa de Deolane afirmou que a cliente “está à disposição da Justiça para prestar todos os esclarecimentos” e que confia na “breve reversão da medida cautelar”. Os advogados também negaram qualquer vínculo da influenciadora com o crime organizado.

Familiares de Marcola na mira

Entre os presos estão esposa, filhos e irmãos de Marcola, que teriam atuado como “laranjas” no esquema, abrindo empresas e contas bancárias para receber recursos de origem ilícita. A investigação aponta que o grupo utilizava o dinheiro para financiar a compra de imóveis, veículos de luxo e a manutenção da estrutura do PCC dentro e fora dos presídios.

A defesa dos familiares de Marcola alegou que as prisões são “desproporcionais” e que os investigados “não apresentam risco à ordem pública”. No entanto, a Justiça entendeu que há indícios suficientes de participação no esquema e que a soltura poderia comprometer as investigações.

“A complexidade do esquema e o volume de recursos movimentados justificam a manutenção das prisões preventivas para garantir a ordem pública e a aplicação da lei penal”, afirmou o juiz responsável pelo caso, em trecho da decisão.

Investigações em andamento

As autoridades seguem apurando o alcance do esquema, que pode envolver outras figuras públicas e empresas de apostas. Documentos e celulares apreendidos estão sendo periciados para identificar novos integrantes da organização criminosa e rastrear ativos que ainda não foram localizados.

A operação é considerada uma das maiores já realizadas contra a lavagem de dinheiro do PCC, e pode levar à abertura de novos inquéritos contra influenciadores e empresas do setor de jogos online.

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