Treinamento multinacional de Busca e Salvamento em Combate mobiliza Campo Grande e áreas de Goiás, enquanto Departamento de Estado mantém diretrizes de segurança para servidores norte-americanos no Brasil
A Base Aérea de Campo Grande (BACG), em Mato Grosso do Sul, e áreas de operação em Goiás tornaram-se o centro das atenções com a chegada da aeronave Lockheed Martin HC-130J Combat King II, pertencente à Força Aérea dos Estados Unidos (USAF). A movimentação marca o início da segunda fase do Exercício Tapio Sentinel 2026, treinamento multinacional voltado ao aprimoramento de missões de Busca e Salvamento em Combate (C-SAR), agora com desdobramentos também no território goiano.
A primeira etapa, concluída no final de agosto, priorizou o emprego de aeronaves de ataque e reconhecimento. Esta nova fase foca na recuperação de pessoal em ambientes hostis, promovendo a troca de táticas e procedimentos e a interoperabilidade entre militares brasileiros e norte-americanos. No Mato Grosso do Sul, as ações concentram-se na região de Campo Grande; em Goiás, as operações ampliam o raio de treinamento e de coordenação logística, integrando bases e áreas de instrução do estado ao esforço conjunto.

A presença dos militares norte-americanos mobilizou a atenção de rastreadores e observadores de aviação. Operadores das Forças Especiais dos EUA já se encontram em solo sul-mato-grossense e também há movimentação em Goiás para integrar as simulações táticas. Registros de radar e relatos de controladores de voo indicaram que a entrada da aeronave de transporte tático ocorreu próxima à região de fronteira. Durante o trajeto, o avião apresentou redução brusca de altitude e velocidade, padrão tático que caracteriza o perfil de manobra para a liberação de cargas ou lançamento de paraquedistas.
Paralelamente às manobras militares, o governo dos Estados Unidos mantém diretrizes rigorosas para o deslocamento de seus funcionários civis e militares em território brasileiro. De acordo com os avisos de viagem atualizados pelo Departamento de Estado dos EUA, servidores norte-americanos necessitam de autorização prévia para circular em determinadas zonas do país por razões de segurança. Há proibição de circulação em um raio de até 160 km das fronteiras terrestres do Brasil, exceto para viagens direcionadas ao Pantanal e a Foz do Iguaçu. Também existem restrições de entrada em comunidades e desenvolvimentos habitacionais informais, as favelas. No Distrito Federal, há restrição de circulação entre 18h e 6h nas Regiões Administrativas de Ceilândia, Santa Maria, São Sebastião e Paranoá.

O treinamento conjunto em Campo Grande e em Goiás reforça a cooperação militar de defesa entre o Brasil e os Estados Unidos em operações táticas e de resgate de alta complexidade.





