Receita intercepta 98,5 quilos de cocaína em porto

Droga estava escondida em roletes metálicos dentro de contêiner destinado à África do Sul.

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A Receita Federal reteve 98,5 quilos de cocaína durante uma operação realizada em um terminal privado de Paranaguá, no litoral do Paraná. A ação ocorreu na tarde de quarta-feira, 2 de setembro, e foi divulgada pelo órgão na manhã desta quinta-feira. O entorpecente estava em um contêiner que seguiria para o porto de Durban, na África do Sul.

Segundo a Receita, a carga foi selecionada após trabalho de inteligência, cruzamento de dados e inspeção por scanner. As imagens levantaram suspeitas sobre roletes cilíndricos de metal transportados no contêiner. Dentro dessas peças, os servidores encontraram 90 tabletes de cocaína, totalizando os 98,5 quilos apreendidos.

A ocultação exigiu uma operação técnica para a confirmação e retirada do material. Furadeiras foram utilizadas inicialmente para verificar o conteúdo dos cilindros. Depois disso, o Corpo de Bombeiros foi acionado para cortar as estruturas metálicas de forma segura. O procedimento revelou o entorpecente escondido no interior dos roletes.

O destino internacional da carga reforça a importância da fiscalização portuária no enfrentamento às redes de tráfico. Durban abriga o maior e mais movimentado terminal de cargas e contêineres do continente africano. O uso de mercadorias e componentes industriais como esconderijo busca dificultar a identificação da droga durante o fluxo regular de comércio exterior.

Ao final da inspeção, toda a cocaína foi entregue à polícia judiciária competente. Caberá à investigação identificar os responsáveis pelo envio, a origem do entorpecente e eventuais integrantes do esquema logístico. Até o momento, a Receita Federal não informou prisões nem divulgou nomes de suspeitos relacionados ao carregamento.

A ocorrência mostra como o investimento em tecnologia, análise de risco e integração entre órgãos públicos amplia a capacidade de bloquear cargas ilícitas antes que deixem o país. O scanner permitiu examinar o contêiner sem depender apenas de uma inspeção visual, enquanto o cruzamento de dados orientou a seleção da carga.

O resultado também evidencia a adaptação constante do crime organizado, que recorre a compartimentos complexos e objetos metálicos para tentar escapar da fiscalização. A resposta estatal exige inteligência, equipamentos adequados e investigação financeira para alcançar não apenas o transporte, mas toda a cadeia responsável pelo tráfico.

A Receita enquadrou a ação na área de combate ao contrabando. A apreensão protege a segurança pública, interrompe uma remessa internacional e produz novas informações que poderão sustentar outras diligências. A cooperação com bombeiros e polícia judiciária demonstra como diferentes capacidades públicas podem ser reunidas para enfrentar métodos sofisticados de ocultação. O aprofundamento das diligências poderá revelar conexões nacionais e internacionais ainda não divulgadas. Os envolvidos somente poderão ser responsabilizados após a apuração individual das condutas e o devido processo legal.

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