Rejeição de Lula alcança 49% diz pesquisa e Lula poderá ser o próximo presidente a não ser reeleito

Pesquisas mostram resistência elevada ao petista e desaprovação pessoal numericamente superior à aprovação, apesar de recente melhora nos índices.

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Lula enxuga o rosto durante evento político

A rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) continua sendo um obstáculo relevante para seus planos eleitorais. Levantamentos recentes do PoderData mostram que a parcela do eleitorado resistente ao petista permanece numericamente superior à sua aprovação pessoal, cenário que evidencia as dificuldades do governo para ampliar apoio além de sua base política tradicional.

Pesquisa PoderData/Aya realizada entre 12 e 15 de julho apontou que 48% dos entrevistados não votariam em Lula “de jeito nenhum”. Outros 36% responderam que votariam somente no petista, enquanto 11% admitiram a possibilidade de escolhê-lo, mas ainda demonstravam dúvidas. O resultado indica que quase metade do eleitorado apresenta resistência consolidada ao presidente.

O levantamento ouviu 2,4 mil eleitores em 685 municípios das 27 unidades da Federação. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. A pesquisa eleitoral foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00059/2026.

Em outra rodada do PoderData, realizada entre 18 e 20 de julho, 46% dos entrevistados aprovaram o desempenho pessoal de Lula, enquanto 47% o desaprovaram. Outros 7% não souberam responder. Embora tenha ocorrido uma melhora em comparação com medições anteriores, o presidente ainda permaneceu com saldo pessoal negativo.

A diferença de um ponto entre aprovação e desaprovação pessoal está dentro da margem de erro e, isoladamente, indica empate técnico. O dado politicamente mais sensível é a rejeição eleitoral de 48%, porque mede a parcela que afirma não admitir votar no presidente, limite que tende a dificultar sua expansão em um eventual segundo turno.

A avaliação do governo apresentou resultado mais desfavorável. Segundo essa segunda pesquisa, 51% desaprovaram a administração federal e 43% a aprovaram. Na classificação geral do trabalho presidencial, 37% consideraram a atuação ruim ou péssima, 36% avaliaram como ótima ou boa e 24% responderam regular.

Os números de rejeição eleitoral e aprovação pessoal foram obtidos em levantamentos diferentes e não representam exatamente a mesma pergunta. Ainda assim, considerados em conjunto, mostram que Lula enfrenta dificuldades para converter a exposição institucional e a máquina de comunicação do governo em apoio eleitoral seguro.

O próprio Poder360 informou que, até junho, a gestão petista havia empregado R$ 178 milhões em publicidade oficial. A melhora recente da avaliação ocorreu depois de intensa presença do governo em televisão, rádio, internet e redes sociais, além da exploração política do novo impasse tarifário com os Estados Unidos.

Para a direita, os resultados demonstram que permanece aberto um espaço significativo para uma candidatura capaz de reunir oposição ao PT, responsabilidade fiscal, segurança pública e defesa das liberdades. A elevada rejeição de Lula, contudo, não assegura automaticamente uma derrota eleitoral. O campo conservador ainda precisará apresentar unidade, propostas concretas e capacidade de conquistar os eleitores indecisos.

Fonte: Revista Oeste e PoderData.

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