Ronaldo Caiado (PSD) apresentou os resultados da segurança pública em Goiás como referência para sua candidatura à Presidência. Durante a convenção nacional do partido, realizada no domingo (26), ele afirmou que o número de adolescentes cumprindo medidas socioeducativas por tráfico caiu de 1.073 para 198 ao longo de seus dois mandatos no governo estadual.
Segundo Caiado, a redução resultou da combinação entre repressão qualificada ao crime, ensino profissionalizante e combate à evasão escolar. O candidato defendeu que a experiência seja ampliada para o plano federal, com ações capazes de impedir o recrutamento de jovens por facções e restaurar a autoridade do Estado nos territórios dominados pelo tráfico.
Ao abordar a chamada narcocultura, Caiado citou os cantores MC Poze do Rodo e Oruam. Declarou que em Goiás “bandido não se cria” e criticou a normalização de símbolos associados a armas, facções e ostentação criminosa. A fala reforça uma pauta defendida por grande parcela da sociedade: cultura não pode servir de escudo para apologia ou financiamento do crime.
MC Poze foi preso pela Polícia Federal em abril em uma operação que investiga lavagem de dinheiro com criptoativos e movimentações superiores a R$ 1,6 bilhão. Oruam está foragido e possui mandados relacionados a acusações de tentativa de homicídio contra policiais e lavagem de dinheiro. Ambos têm direito à defesa, e as responsabilidades devem ser definidas pela Justiça.
O ponto central do discurso de Caiado não é censurar estilos musicais, mas impedir que o poder público seja conivente com estruturas que glorificam criminosos e enfraquecem a autoridade policial. Segurança eficiente exige inteligência, controle de fronteiras, valorização das forças de segurança, presídios sem comando externo e prevenção direcionada aos jovens vulneráveis.
O candidato também prometeu combater corrupção e criminalidade em âmbito nacional. A proposta contrasta com setores da esquerda que frequentemente tratam operações policiais como problema maior do que o domínio territorial exercido por facções. Para famílias de periferias, liberdade real começa quando trabalhadores podem sair de casa sem pedir permissão ao crime organizado.
Os números apresentados por Caiado devem ser confrontados com bases oficiais durante a campanha, mas indicam uma experiência que merece debate nacional. O Brasil precisa abandonar slogans permissivos e adotar metas mensuráveis. Reduzir o recrutamento de adolescentes, cortar o dinheiro das facções e garantir autoridade à polícia são pilares de uma política conservadora que protege inocentes e responsabiliza criminosos.





