Podemos reforça Moro e amplia aliança contra esquerda

Partido entra na coligação com PL, Novo e DC para apoiar Sergio Moro ao governo e Filipe Barros ao Senado.

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Podemos reforça Moro e amplia aliança contra esquerda

O Podemos oficializou apoio à candidatura de Sergio Moro, do PL, ao governo do Paraná e a Filipe Barros, também do PL, para o Senado. A decisão anunciada neste fim de semana amplia uma aliança que já reúne PL, Novo e Democracia Cristã, fortalecendo um bloco identificado com combate à corrupção, segurança pública e oposição ao PT.

O deputado Felipe Francischini, principal liderança estadual do Podemos, participará da coordenação política da campanha e da articulação com prefeitos, vereadores e lideranças regionais. Essa capilaridade pode ajudar Moro a transformar reconhecimento nacional em organização municipal, requisito decisivo numa eleição estadual disputada em regiões com perfis econômicos e sociais diferentes.

Moro afirmou que a entrada do partido fortalece o projeto de transformar o Paraná em uma “fortaleza” e prometeu preservar avanços do governo Ratinho Junior, ao mesmo tempo em que inicia novo ciclo de desenvolvimento. A continuidade administrativa é uma mensagem importante: o eleitor conservador espera mudança onde há falhas, mas também responsabilidade para manter políticas que deram resultado.

Filipe Barros destacou que sua parceria com Francischini foi construída em Brasília no combate ao PT e à corrupção. O alinhamento para o Senado tem dimensão nacional, pois a próxima composição da Casa decidirá indicações ao Supremo, limites ao Executivo e respostas a abusos institucionais. Eleger senadores firmes e tecnicamente preparados é tão importante quanto disputar governos estaduais.

A candidatura de Moro carrega o legado da Operação Lava Jato, que revelou esquemas bilionários e levou empresários e políticos à Justiça, embora decisões posteriores tenham anulado condenações por questões de competência e imparcialidade. Seus apoiadores enxergam nele símbolo de enfrentamento à corrupção; críticos questionam sua atuação como juiz e sua passagem pelo governo Bolsonaro. Esses pontos devem ser debatidos com fatos, não apagados por slogans.

A aliança também será testada pela capacidade de apresentar propostas para segurança, infraestrutura, agronegócio, educação e equilíbrio fiscal. O Paraná precisa proteger o produtor rural, acelerar concessões, enfrentar facções e reduzir burocracia. Uma campanha restrita à memória da Lava Jato seria insuficiente; a população quer soluções mensuráveis e uma equipe capaz de administrar.

Para a direita, a união entre PL, Novo, Podemos e DC demonstra maturidade política. Partidos preservam suas identidades, mas constroem uma plataforma comum contra o retorno da esquerda ao comando estadual e pelo fortalecimento da oposição no Senado. Se mantiver coerência, transparência e compromisso com resultados, a coligação oferece ao eleitor uma alternativa clara, com autoridade para defender liberdade, ordem e responsabilidade no uso do dinheiro público.

O grupo também deve divulgar metas para redução de crimes, investimentos e qualidade dos serviços, permitindo cobrança objetiva depois da eleição.

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