Caiado lança candidatura e promete enfrentar legado petista

Ex-governador de Goiás forma chapa com Gilberto Kassab e coloca segurança pública, resultados administrativos e combate à corrupção no centro.

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Caiado lança candidatura e promete enfrentar legado petista

Ronaldo Caiado foi oficializado neste domingo (26) candidato do PSD à Presidência da República, durante convenção nacional realizada em São Paulo. Gilberto Kassab, presidente da sigla, será o candidato a vice. A chapa amplia o número de opções no campo não petista e coloca segurança pública, gestão e combate à corrupção no centro da disputa eleitoral.

Caiado subiu ao palco ao lado da esposa, Gracinha Caiado, candidata ao Senado por Goiás, e de lideranças como os governadores Ratinho Junior e Eduardo Leite. Em seu discurso, declarou que o Brasil precisa ser libertado do “sequestro do PT” e desafiou Lula a participar dos debates. O ex-governador afirmou que pretende comparar resultados administrativos e cobrar explicações sobre criminalidade, escândalos e estagnação.

O candidato também criticou Flávio Bolsonaro e apresentou sua chapa como alternativa à polarização. Essa divergência não deve esconder o ponto essencial para o eleitor conservador: a permanência do PT no poder representa continuidade de gastos crescentes, aproximação com regimes autoritários e resistência a uma política de segurança mais firme. A direita pode disputar métodos e lideranças sem perder de vista o adversário ideológico principal.

Caiado deixou o governo de Goiás com a segurança como sua vitrine. Seu discurso enfatiza repressão a facções, valorização policial e autoridade do Estado contra criminosos. São bandeiras convergentes com o eleitorado conservador e que contrastam com setores da esquerda que frequentemente tratam o criminoso como produto passivo da sociedade, relativizando a responsabilidade individual e enfraquecendo as forças de segurança.

A presença de Kassab acrescenta estrutura partidária, tempo de campanha e capilaridade municipal. O PSD administra estados e centenas de prefeituras, mas também mantém relações com o governo Lula. Por isso, a chapa será testada pela coerência: não basta usar linguagem antipetista no palanque enquanto integrantes da sigla ocupam espaços ou apoiam pautas do Planalto. O eleitor tem direito a compromissos claros sobre impostos, gastos e alianças.

O lançamento também recebeu apoio de Aldo Rebelo, que defendeu um caminho de união nacional e valorização da segurança. Caiado afirmou não ter envolvimento com mensalão, petrolão, fraudes contra aposentados ou o caso Banco Master. Parte dessas referências constitui crítica política e algumas investigações ainda estão em andamento; responsabilidades individuais devem ser definidas pelas autoridades, com direito de defesa.

A multiplicidade de candidaturas pode fortalecer o debate se obrigar todos a apresentar propostas e resultados. Também pode fragmentar o voto oposicionista. Cabe às lideranças da direita preservar pontes para o segundo turno e firmar um compromisso público de apoio contra Lula. Divergências são legítimas; entregar mais quatro anos ao PT por vaidade ou ressentimento seria um erro que o campo conservador não pode repetir.

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