Em uma partida que já nasceu para entrar para a história do futebol mundial, a Argentina conseguiu a virada mais dramática desta Copa do Mundo na noite desta terça-feira. Em um jogo de tirar o fôlego no estádio de Wembley, os comandados de Lionel Scaloni eliminaram a Inglaterra por 3 a 2, com um gol nos acréscimos que selou a classificação à grande final. E o nome do herói veio acompanhado de um número que já está ecoando nas arquibancadas e nas redes sociais: a camisa 22.
O jogo começou elétrico. A Inglaterra, jogando em casa, abriu o placar aos 15 minutos do primeiro tempo com Harry Kane, de pênalti, e ampliou aos 32, com uma bomba de Jude Bellingham de fora da área. O estádio inglês vibrava, enquanto a Argentina parecia atordoada, mas ainda antes do intervalo, Lautaro Martínez descontou de cabeça, reacendendo a chama albiceleste.
O segundo tempo foi um monólogo argentino. Com pressão incessante e a bola no chão, a equipe sul-americana empurrou a Inglaterra contra sua própria defesa. O empate parecia uma questão de tempo, mas o goleiro Pickford se transformava em um paredão. Até que, aos 42 minutos, uma jogada ensaiada pela esquerda encontrou o jovem Alejandro Garnacho na área. O camisa 22, que havia entrado no segundo tempo para dar velocidade ao ataque, recebeu de calcanhar, limpou o marcador e bateu cruzado, no canto direito. O grito de gol ecoou, mas a arbitragem assinalou impedimento. O VAR revisou por longos três minutos e, para o desespero inglês, confirmou: o gol do camisa 22 era legal. Empate heroico.
Quando todos se preparavam para a prorrogação, já nos 50 minutos do segundo tempo, veio o desfecho de cinema. Enner Valencia, que também entrara no decorrer da partida, lançou um longo passe para Garnacho. O jovem camisa 22 dominou no peito, deixou o zagueiro Stones no chão com um drible seco e, com a perna direita, soltou um foguete que explodiu no ângulo esquerdo de Pickford. 3 a 2. Argentina na final.
O NÚMERO 22 E A SORTE QUE VIROU MITO
Nas redes sociais e nas ruas de Buenos Aires, um número virou febre: o 22. Não é por acaso. Além de ter marcado os dois gols decisivos, o jovem astro revelou em entrevista coletiva, emocionado, que a camisa não foi escolhida por acaso. “Minha avó sempre dizia que o 22 é o número do destino. Ela faleceu no ano passado, mas pedi para usar essa numeração em homenagem a ela. Hoje, ela me deu essa sorte”, disse o herói, com lágrimas nos olhos.
Os supersticiosos já apontam coincidências que vão além do futebol. A Argentina conquistou seu primeiro título mundial em 1978, que somado dá 22. Messi, capitão da equipe, usa a camisa 10, mas foi justamente o camisa 22 quem resolveu. Além disso, o jogo aconteceu no dia 15 de julho, que, na numerologia, também converge para o 22.
Até a torcida inglesa, em respeito à atuação magistral, aplaudiu o garoto ao final da partida. O técnico Lionel Scaloni resumiu o momento: “Esse moleque tem estrela. E o número 22 vai ser lembrado para sempre, não só como o gol da classificação, mas como o símbolo de que a sorte também se constrói com talento e coração.”
Com a vitória, a Argentina aguarda o vencedor de França e Alemanha, que duelam amanhã, e já entra em campo na grande final com um trunfo extra: a fé em seu camisa 22, que hoje se tornou o número mais sortudo do planeta futebol.





