Envolvido no tumulto que suspendeu sessão da Sisep na Casa de Leis, ativista acumula passagens policiais por violência doméstica, desacato e resistência à prisão.
A manhã de terça-feira (20) foi marcada por desordem e confusão no plenário da Câmara Municipal de Campo Grande. A sessão, destinada à prestação de contas do secretário da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), André de Moura Brandão — agendada após a instauração da CPI do Tapa-Buracos —, precisou ser cancelada pelo presidente da Casa de Leis, vereador Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), após bate-boca e tumulto na plateia.No centro do episódio esteve o comerciante e ativista político Gustavo Eifler.
Ele levou ao plenário uma maquete de isopor para ironizar a qualidade do asfalto da capital, item que acabou sendo quebrado pelo líder comunitário e servidor comissionado Antônio de Jesus Charupá. O ato desencadeou um princípio de confusão generalizada e culminou na expulsão de Charupá pela Guarda Municipal e no encerramento prematuro das atividades.
Historicidade e passagens policiais
Por trás da manifestação promovida por Eifler na Câmara, revelam-se registros policiais significativos e um histórico político marcado por tentativas frustradas de inserção pública.
De acordo com registros oficiais das forças de segurança de Mato Grosso do Sul:
- Resistência Policial: Em 21 de dezembro de 2017, Eifler figurou como autor em ocorrência registrada na DEPAC-Centro (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), sendo encaminhado a outra unidade policial por desacato e resistência à abordagem.
- Violência Doméstica (Lesão Corporal Dolosa): Em 21 de outubro de 2019, foi registrado na DEAMI (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) um caso referente a fatocorrido em 25 de março de 2019, no qual ele figura como autor de lesão corporal dolosa no âmbito da violência doméstica.
Trajetória política conturbada
No campo eleitoral, a trajetória de Gustavo Eifler é marcada por insucessos em sequência. Nas eleições municipais de 2020, disputou cargo eletivo pelo PSL integrando a chapa liderada por Vinícius Siqueira — cujo candidato a vice-prefeito era Rihad Abdulahad, atualmente preso por envolvimento com a contravenção e o jogo do bicho no Estado.
A atuação de Eifler na Casa de Leis reflete o padrão de um perfil que, acumulando sucessivas derrotas nas urnas, recorre a provocações e atos de apelo na tentativa de manter visibilidade política diante do eleitorado da capital.
Atividade empresarial sob suspeita
Além dos episódios policiais e políticos, chamam atenção os registros comerciais em nome de Luis Gustavo Eifler Ferreira. Ele consta como titular do CNPJ ativo 66.433.378/0001-97, aberto em 24 de abril de 2026, com sede em Campo Grande/MS e voltado ao ramo de restaurantes e similares.
No entanto, o endereço associado ao registro da empresa refere-se a um imóvel inacabado, que se assemelha a uma estrutura em obras ou galpão abandonado sem fachada comercial ou estrutura operacional visível para a atividade cadastrada






