Uma confusão na Câmara de Vereadores de Campo Grande na manhã desta terça-feira (20), envolvendo populares opositores à gestão municipal e apoiadores da Prefeitura, causou a expulsão de um líder comunitário e o cancelamento da prestação de contas do secretário da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos), André de Moura Brandão.
A sessão estava destinada a uma prestação de esclarecimentos pela Sisep, agendada após a instauração da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Tapa-Buracos na Casa de Leis. Diante da relevância do tema, a Câmara ficou lotada de manifestantes contra e a favor da gestão.
Entre os manifestantes estava o comerciante Gustavo Eifler, que levou ao plenário uma maquete de isopor para tentar fazer um comparativo com o asfalto da capital. A maquete acabou sendo quebrada pelo líder comunitário Antônio de Jesus Charupá, identificado como servidor comissionado da Prefeitura e apoiador da prefeita Adriane Lopes (PP).
O ato gerou um princípio de tumulto no plenário, levando o presidente da Casa de Leis, Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), a ordenar a retirada imediata de Charupá. O servidor comissionado resistiu por alguns minutos sentado, mas acabou sendo conduzido para fora pelos guardas municipais.
Papy lamentou o ocorrido, classificando o episódio como um “ato político”, e suspendeu a reunião com o secretário da Sisep, prometendo remarcá-la com um esquema de segurança reforçado.
Por trás do tumulto promovido por Gustavo Eifler, no entanto, está um histórico político conturbado e marcado pelo fracasso. Eifler é ex-candidato a cargo eletivo pelo PSL na chapa encabeçada por Vinícius Siqueira nas eleições de 2020 — chapa cujo candidato a vice-prefeito era o bicheiro Rihad Abdulahad, atualmente preso devido ao seu envolvimento direto com esquemas de contravenção e jogo do bicho.
Na verdade, Gustavo Eifler foi ao plenário com o único propósito de tumultuar a sessão, movido por uma tentativa desesperada de alimentar uma pseudo carreira política frustrada. Colecionando sucessivas derrotas e fracassos eleitorais de eleição em eleição, ele recorre a atitudes apelativas e à provocação para tentar conquistar nos holofotes a atenção que o eleitorado repetidamente lhe negou nas urnas.





