FISCALIZAÇÃO
Painel público do TSE indica ocorrências em todos os estados, com maior volume em vias públicas.
O painel público do aplicativo Pardal, mantido pela Justiça Eleitoral, registra mais de 56 mil denúncias de propaganda eleitoral irregular nas Eleições 2026, com ocorrências em todas as 27 unidades da federação. O levantamento público aponta como tipo mais frequente de registro as irregularidades em vias públicas, e mostra deputado estadual como o cargo mais denunciado.
Entre os estados com maior volume aparecem São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro. Os números são dinâmicos e podem variar conforme novas comunicações e atualizações do sistema. Também é importante destacar que denúncia não equivale a condenação; cada registro precisa ser analisado pela autoridade competente.
A ferramenta permite que cidadãos enviem informações sobre propaganda irregular e outras ocorrências eleitorais. A Agência Brasil, ao tratar do tema, lembrou que o aplicativo recebe materiais como fotos, vídeos, áudios ou links, além de descrição do fato e local. Quando o caso não se enquadra no Pardal, o eleitor pode ser orientado a outros canais, como sistemas de alerta de desinformação ou Ministério Público Eleitoral.
Para o eleitor conservador, que valoriza ordem, regra e responsabilidade individual, o crescimento das denúncias mostra dois lados. De um lado, há uma sociedade mais atenta a abuso, sujeira urbana, uso indevido de bens públicos e propaganda fora dos limites. De outro, existe o risco de denúncia virar instrumento de disputa partidária sem prova suficiente.
O caminho correto é fiscalização séria. Quem vê irregularidade deve registrar com precisão, sem inventar crime, sem inflar narrativa e sem publicar acusação temerária contra adversário. Foto, horário, endereço e descrição objetiva ajudam mais do que indignação em rede social. A lei precisa valer para aliados e adversários.
Também cabe à Justiça Eleitoral responder com clareza. Se a denúncia procede, deve haver providência. Se não procede, o arquivamento precisa ser compreensível. Transparência fortalece a confiança pública e reduz a sensação de que regra eleitoral só funciona contra os menores.
O número de registros às vésperas da votação confirma que a eleição não é responsabilidade apenas de candidatos, partidos e tribunais. O cidadão comum também protege o voto quando usa canais oficiais, cobra apuração e evita espalhar boato. A democracia exige liberdade de expressão, mas também exige limite contra abuso, fraude e ocupação irregular do espaço público.
Há ainda um ganho prático para as cidades. Propaganda irregular em via pública suja ruas, atrapalha circulação e tenta criar vantagem artificial para quem desrespeita norma básica. Quem cumpre regra não pode ser prejudicado por quem aposta na bagunça. O Pardal, quando usado com responsabilidade, transforma fiscalização popular em informação organizada para o Estado agir dentro da lei.
Fonte: TSE/Pardal.





