Executivo do Banco Genial e delator do caso Master viram alvos de operação

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Terceira fase da Carbono Oculto mira Humberto Tupinambá e Antonio Carlos Freixo Junior; Freixo firmou acordo de delação no âmbito das investigações sobre o Banco Master

A terceira fase da Operação Carbono Oculto, deflagrada nesta quinta-feira (24), colocou entre seus principais alvos o executivo do Banco Genial Humberto Arthur Tupinambá Neto e o empresário Antonio Carlos Freixo Junior, dono da Entre Investimentos. A ação é conduzida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de São Paulo e pela Receita Federal.

Segundo informações divulgadas pela Revista Oeste, também são alvos das buscas André e Bruno Tupinambá, irmãos de Humberto. A nova etapa amplia as apurações da Carbono Oculto e chama atenção pela presença de personagens que também aparecem em investigações relacionadas ao sistema financeiro.

Um dos principais pontos de conexão é Antonio Carlos Freixo Junior. O empresário firmou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) no âmbito das investigações envolvendo o Banco Master.

A presença de Freixo entre os alvos da operação aproxima dois casos que vêm sendo acompanhados pelas autoridades: de um lado, os desdobramentos da Carbono Oculto; de outro, as investigações relacionadas ao Banco Master e ao seu fundador, Daniel Vorcaro.

As diligências desta quinta-feira buscam avançar sobre as relações financeiras e empresariais investigadas pelas autoridades. A condição de Freixo como colaborador no caso Master acrescenta um novo elemento às apurações, embora as investigações tenham objetos próprios e essa conexão, por si só, não signifique que todos os fatos investigados em uma operação integrem o outro caso.

Caso Master segue sob investigação

Paralelamente à nova fase da Carbono Oculto, a Polícia Federal continua avançando nas investigações envolvendo Daniel Vorcaro e as operações do Banco Master.

As apurações relacionadas ao ex-controlador da instituição integram a Operação Compliance Zero. Entre outros pontos, a PF investiga as operações do banco e a suposta atuação de grupos que, segundo os investigadores, teriam ligação com Vorcaro.

O caso começou na Justiça Federal do Distrito Federal, teve sua primeira fase autorizada em novembro de 2025 e posteriormente passou a tramitar no Supremo Tribunal Federal (STF). Atualmente, a relatoria está sob responsabilidade do ministro André Mendonça.

NOTA — PF adia novo depoimento de Vorcaro

A Polícia Federal adiou o novo depoimento de Daniel Vorcaro, que estava previsto para esta quinta-feira (24). O adiamento ocorreu depois de um pedido da defesa do ex-banqueiro, que alegou não ter tido acesso integral aos elementos reunidos na investigação e solicitou mais tempo para analisar o material.

Até o momento, a PF não definiu uma nova data para a oitiva. Vorcaro voltou a ser preso em março e permanece detido. Ele também apresentou uma proposta de delação premiada às autoridades, que segue em análise no âmbito das investigações.

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