O assessor de comunicação do presidente dos Estados Unidos Donald Trump, Jason Miller, questionou o resultado do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras. Em publicação realizada na rede social X no dia 29 de outubro de 2026, Miller classificou como “matematicamente impossível” o avanço na votação de Luiz Inácio Lula da Silva em comparação com o desempenho de Flávio Bolsonaro.

O estrategista norte-americano compartilhou uma análise feita por um usuário da rede social baseada em dados atribuídos ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O post questionava como o candidato do PT conseguiu ampliar sua votação em 4.371 municípios no segundo turno, sugerindo que ele teria herdado mais votos de candidatos de direita eliminados na primeira etapa do que o próprio Flávio Jason Miller é um aliado de longa data da família Bolsonaro. Ele acompanhou a apuração do segundo turno em Miami ao lado do deputado federal Eduardo Bolsonaro e também divulgou o pronunciamento em que o senador Flávio Bolsonaro cogitou pedir a anulação do pleito.
A fala de Miller soma-se a outras declarações de integrantes do entorno de Donald Trump. O próprio presidente norte-americano declarou a jornalistas que o processo brasileiro “pareceu fraudado”, embora tenha ponderado que “gosta de Lula” e que não governa o Brasil. O ex-estrategista Steve Bannon e o empresário Elon Musk também ecoaram contestações semelhantes nas redes sociais sem apresentar provas de irregularidades.
Em resposta, autoridades do governo brasileiro e do TSE reiteraram a total lisura e segurança das urnas eletrônicas, enquanto líderes internacionais de diversos espectros políticos reconheceram formalmente a reeleição de Lula.





