Programação divulgada prevê manifestações eleitorais e um protesto contra a prefeita neste sábado (17), um dia após a CPI articulada por Luiza Ribeiro reunir 24 assinaturas.
Militantes do PT convocaram apoiadores para um ‘’panelaço’’ no momento da entrevista do candidato à presidência, Flávio Bolsonaro (PL) ao Jornal Nacional, na noite desta sexta-feira (16).
A vereadora Luiza Ribeiro (PT) é uma das entusiastas e tem compartilhado post de convocação nas redes sociais.
”Atenção, Brasil! Panelaço Geral durante a entrevista de Flávio Bolsonaro na Globo”, diz o banner virtual. A mobilização nas redes sociais sobre o protesto é nacional e a divulgação fala no horário de 21h15 e não esclarece se é horário de Brasília ou local.

A reta final da campanha presidencial chegou acompanhada de movimentações que também atingem a política municipal de Campo Grande.
Uma programação divulgada como agenda de manifestações do PT inclui, entre atividades em apoio à candidatura de Lula, um protesto direcionado à prefeita Adriane Lopes, identificada com o campo político conservador e bolsonarista.
O evento denominado “S.O.S Campo Grande” está previsto para este sábado (17), às 15 horas, no Monumento Maria Fumaça.
A manifestação aparece na mesma relação de atividades que prevê, meia hora antes, às 14h30, o evento “Mulheres com Lula”, com concentração em frente ao Iphan.
A proximidade chama atenção pela tentativa de colocar diferentes pautas políticas no centro da mobilização deste fim de semana.
Pressão nas ruas e investigação na Câmara
O protesto está programado para um dia depois de a vereadora Luiza Ribeiro, do PT, reunir, segundo as informações da articulação parlamentar, 24 assinaturas para a CPI dos tapa-buracos.
O requerimento representa um avanço da oposição no Legislativo e abre caminho para a discussão de possíveis problemas na execução dos serviços municipais de manutenção asfáltica.
Já a manifestação procura levar críticas à administração Adriane Lopes para as ruas.
Os dois acontecimentos, embora distintos, ampliam a exposição política da prefeita neste momento.
Adriane foi apoiada por Bolsonaro e Tereza Cristina
Nas eleições de 2024, Adriane Lopes conquistou a Prefeitura de Campo Grande com o apoio de Jair Bolsonaro e da senadora Tereza Cristina no segundo turno.
A prefeita manteve sua identificação com o campo conservador, o mesmo que agora participa da mobilização eleitoral de Flávio Bolsonaro.
Assim, o protesto contra sua administração também acontece em um cenário de polarização nacional entre apoiadores de Lula e de Flávio.
Mobilizações continuam até a véspera da eleição
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A agenda compartilhada prevê outras atividades em Campo Grande.
Para domingo (18), aparece o evento “Ocupa Centro”, na Praça do Rádio.
ntre segunda-feira (19) e quinta-feira (22), estão previstas mobilizações relacionadas ao FIES em universidades e escolas.
Na sexta-feira (23), consta o chamado “Carnaval Lula”, na Rua 14 de Julho.
Para sábado (24), véspera da votação presidencial, está programada a “Passeata da Vitória”, descrita como ato de encerramento da campanha.
A inserção do protesto contra Adriane nessa sequência de atividades levanta uma questão sobre o papel das pautas municipais nas estratégias de mobilização política nacional.
Quem está por trás do S.O.S Campo Grande?
A existência de um protesto contra a prefeita é legítima. O direito de manifestação é assegurado constitucionalmente, assim como a atuação fiscalizadora de vereadores de oposição.
O esclarecimento necessário envolve a organização e os objetivos do evento.
Quem convocou o ato? Quais entidades participam? Existe apoio formal do PT municipal ou de integrantes da campanha presidencial? Quais são as reivindicações apresentadas à Prefeitura?
As respostas permitirão compreender se o protesto representa uma iniciativa independente de movimentos locais ou se faz parte de uma articulação partidária mais ampla.
Por enquanto, o que a programação permite afirmar é que a manifestação contra Adriane está listada entre atividades apresentadas como mobilizações petistas na reta final do segundo turno.
A apuração sobre os responsáveis e suas motivações será determinante para compreender os próximos capítulos dessa disputa política.
NO PALANQUE É DIREITA. NA CÂMARA, QUEM GANHA ESPAÇO É O PT?
A política de Campo Grande está rendendo perguntas que ninguém deveria deixar sem resposta!
O presidente da Câmara, Papy, participa de reuniões com Riedel e Reinaldo Azambuja, lideranças que pedem união da direita em torno de Flávio Bolsonaro.
Só que, no dia seguinte, na Câmara que ele preside, a petista Luiza Ribeiro, apoiadora de Lula que ganha protagonismo político?
E tem mais: neste sábado (17), uma agenda de mobilizações pró-Lula inclui o protesto “S.O.S Campo Grande”, contra a prefeita Adriane Lopes, eleita em 2024 com apoio de Jair Bolsonaro e Tereza Cristina.
Um dia após Luiza, ganhar o protagonismo que o presidente “de direita” Papy permitiu.
A pergunta que não quer calar: porque uma CPI articulada pelo PT conseguiu apoio tão amplo entre vereadores que se dizem de direita?
São perguntas que merecem respostas. E o eleitor tem todo o direito de cobrá-las.
A encenação chegou ao fim. Em vídeo publicado em suas redes sociais, a vereadora Luíza Ribeiro jogou por terra qualquer dúvida sobre os bastidores da Câmara Municipal de Campo Grande e revelou quem realmente dá as ordens no comando da Casa. A comemoração efusiva da petista pela abertura de portas e trâmites acelerados sob a batuta do presidente do Legislativo expõe o compromisso real de Papy com a militância vermelha.
No registro, a parlamentar de esquerda detalha que o requerimento articulado por seu grupo foi entregue diretamente nas mãos do presidente tucano, que prontamente se encarregou de encaminhar os trâmites à Procuradoria Jurídica para viabilizar os interesses da oposição. Sem disfarces, a movimentação escancara o papel de Papy como o grande protetor e facilitador da agenda petista na capital, traindo abertamente a base conservadora que confiou votos em sua trajetória.
A cumplicidade entre o comando da Câmara e os quadros fiéis ao lulismo confirma o que os bastidores da política sul-mato-grossense já comentavam: a conversão do tucano em um verdadeiro soldado da esquerda. Enquanto a ala petista comemora as vitórias obtidas com o carimbo da presidência do Legislativo, o eleitorado de direita assiste estupefacto à desmoralização de quem prometia defender os princípios da família e da liberdade, mas escolheu servir aos caprichos do petismo.
Epaminondas Vicente Silva Neto, mais conhecido como Papy, hj no PSDB (Puxadinho do PT) é oriundo do Solidariedade de Paulinho da Força este mesmo que apoiou a prisão de Bolsonaro e todos os patriotas do dia 8 de janeiro. O Solidariedade é base do Governo LULA apesar do PSDB não ser LULA, o Presidente Aécio Neves liberou os diretórios para apoiar quem quer que seja. relação entre Paulinho da Força e Papy está historicamente ligada à trajetória política do vereador sul-mato-grossense, que iniciou sua projeção eleitoral sob a liderança partidária do deputado federal teve início Político no Solidariedade:
Epaminondas Vicente Silva Neto, conhecido publicamente como Papy, filiou-se ao partido Solidariedade (sigla fundada e presidida nacionalmente por Paulinho da Força) para disputar sua primeira eleição competitiva em 2016 exatamente pela legenda comandada por Paulinho da Força, onde Papy conquistou seu primeiro mandato como vereador em Campo Grande (MS), quando obteve 4.152 votos.
Transição Partidária:
Posteriormente, as articulações regionais em Mato Grosso do Sul aproximaram os caminhos das siglas. Em 2018, por exemplo, Paulinho da Força visitou o estado para oficializar alianças entre o Solidariedade e o PSDB, no qual PAPY teve a “Benção” do próprio Paulinho da Força (Lulista de carteirinha) para o migrar para o PSDB, partido pelo qual exerce atualmente o cargo de Presidente da Câmara Municipal de Campo Grande.





