Após o pedido de Donald Trump, 14 países latino-americanos e caribenhos que integram o Escudo das Américas anunciaram, nesta terça-feira (22/9), uma ação conjunta contra 24 organizações classificadas pelos Estados Unidos como grupos terroristas.

A lista inclui o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV), facções brasileiras que foram designadas como organizações terroristas estrangeiras pelo governo norte-americano em junho.
A declaração foi divulgada pelo Departamento de Estado dos EUA em conjunto com os governos da Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Paraguai, Peru e Trinidad e Tobago.
O documento prevê medidas como congelamento de bens, restrições de imigração e vistos e responsabilização criminal de pessoas que forneçam apoio material às organizações.
Os governos afirmam que as medidas serão adotadas “conforme aplicável” e de acordo com as respectivas obrigações legais nacionais e internacionais. O texto também registra a intenção dos países de atuar de forma individual e coletiva contra as organizações listadas.
A declaração ocorreu horas depois de o presidente dos Estados Unidos pedir aos integrantes do Escudo das Américas que adotassem a classificação americana dos grupos e aplicassem sanções contra as 24 organizações.
O presidente Lula afirmou nesta sexta-feira (18), em evento no Rio de Janeiro, que não aceita que o PCC (Primeiro Comando da Capital) e o CV (Comando Vermelho) sejam classificados pelos Estados Unidos (EUA) como organizações terroristas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, durante discurso na Assembleia Geral da ONU, que o Brasil “não subestima o desafio representado pelo crime organizado”, mas que não pretende “terceirizar a responsabilidade” de proteger os cidadãos.





