O advogado Oswaldo Meza protocolou, nesta sexta-feira (11), pedido de intervenção na Santa Casa de Campo Grande, ampliando sua atuação na fiscalização da gestão da instituição.
Meza é autor da ação judicial que resultou na quebra do sigilo e no acesso a documentos e informações da Santa Casa. Elementos obtidos a partir da medida também subsidiaram apurações posteriores e foram utilizados como referência em operação realizada pelos órgãos de investigação.
Segundo Meza, o novo pedido de intervenção busca garantir maior transparência, fiscalização da gestão e proteção dos recursos destinados à saúde pública.
“A Santa Casa é fundamental para Mato Grosso do Sul. Precisamos garantir transparência, responsabilidade na gestão e, acima de tudo, atendimento digno à população”, afirmou.
Operação do Gecoc e Gaeco
A diretora-presidente da Santa Casa de Campo Grande, Alir Terra Lima, e o diretor financeiro da instituição Rinaldo Romano foram presos na manhã desta sexta-feira (11) durante a Operação Antidotum, deflagrada pelo Gecoc e Gaeco para investigar possíveis fraudes e desvios milionários envolvendo contratos do hospital e da Santa Casa Saúde.
Também está entre os presos Monique Gregório, que atua no setor de prontuários da Santa Casa.
O empresário Maurício Benites, ligado ao setor de tecnologia, também foi conduzido à delegacia. Ele foi proprietário da Exbe Tecnologia e Serviços, CNPJ 47.700.845/0001-53, de Campo Grande, e da Redvalue Tecnologia, Administração e Serviços Ltda., CNPJ 23.147.735/0001-48, sediada em Goiânia.
A confirmação das prisões de Alir e Rinaldo também foi feita por um advogado que representa o escritório responsável pela defesa dos dois. Ele estava na delegacia e informou que a defesa deverá se manifestar posteriormente.
A operação prevê seis mandados de prisão preventiva e 36 mandados de busca e apreensão, cumpridos em Campo Grande, Dourados e Goiânia (GO).
As identidades de todos os seis alvos ainda não foram divulgadas.
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