Quaest aponta desaprovação maior que aprovação de Lula

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A pesquisa Quaest divulgada na sexta-feira, 14, trouxe um retrato desfavorável ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o levantamento, 48% dos entrevistados desaprovam a administração petista, enquanto 46% afirmam aprová-la. A diferença está dentro da margem de erro, mas interrompe a trajetória de melhora que o Planalto tentava consolidar nos últimos meses.

O cenário se torna mais preocupante para Lula quando os brasileiros avaliam os rumos do país. Para 53%, o Brasil caminha na direção errada. Apenas 38% consideram que a nação segue no rumo certo, enquanto 9% não souberam responder. O resultado revela um ambiente de insatisfação que ultrapassa a disputa partidária e alcança a vida cotidiana.

A percepção sobre a economia também pressiona o governo. Quase metade dos entrevistados, 49%, afirma que a situação econômica piorou nos últimos 12 meses. Outros 30% não perceberam mudança e somente 19% disseram ter observado melhora. Para famílias que convivem com preços elevados, crédito caro e endividamento, a propaganda oficial encontra resistência na experiência real do orçamento doméstico.

A violência apareceu como a maior preocupação nacional, citada por 33% dos participantes. Economia ficou com 15%, enquanto saúde e corrupção foram mencionadas por 14% cada. O dado reforça a cobrança conservadora por segurança pública firme, integração entre forças policiais e retomada de territórios dominados por facções criminosas.

Na avaliação geral do terceiro mandato, 37% classificam o governo como negativo, 36% como positivo e 25% como regular. A divisão mostra que Lula chega ao período eleitoral sem a vantagem confortável que seus aliados esperavam, apesar do uso da máquina federal e da ampla exposição institucional do presidente.

A Quaest ouviu 2.004 pessoas entre 10 e 13 de agosto. A margem de erro é de dois pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-06773/2026.

Sob uma perspectiva de direita, os números expressam a cobrança por responsabilidade fiscal, combate efetivo ao crime e liberdade para empreender. O eleitor parece menos disposto a aceitar discursos quando a renda perde força e a insegurança avança.

A pesquisa não determina o resultado da eleição, mas confirma que o governo precisa responder a problemas concretos. Para a oposição conservadora, abre-se espaço para apresentar uma alternativa baseada em ordem, redução do peso do Estado, respeito ao dinheiro público e crescimento puxado pelo setor produtivo. A insatisfação registrada pela Quaest transforma a disputa presidencial em um confronto aberto entre continuidade petista e mudança de rumo. Esse contraste amplia a responsabilidade da oposição de oferecer propostas viáveis, linguagem equilibrada e compromisso institucional com uma transição democrática segura.

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