O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou mais policiamento na casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre prisão domiciliar em Brasília.

O magistrado atendeu a um parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR), que alega “risco de fuga” do ex-presidente. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, também solicitou, em ofício à Corte, “reforço urgente e imediato”.
Conforme descrito no ofício, há a possibilidade de o ex-presidente buscar refúgio na Embaixada dos Estados Unidos, com a intenção de solicitar asilo político ao país.
A decisão prevê monitoramento em tempo integral, a cargo da Polícia Penal do Distrito Federal, para garantir o cumprimento das medidas cautelares já impostas pelo Supremo.
“O monitoramento realizado pelas equipes da Polícia Penal do Distrito Federal deverá evitar a exposição indevida, abstendo-se de toda e qualquer indiscrição, inclusive midiática, sem adoção de medidas intrusivas da esfera domiciliar do réu ou perturbadoras da vizinhança; ficando ao seu critério a utilização ou não de uniforme e respectivos armamentos necessários à execução da ordem”, diz Moraes na decisão.
O ministro também determinou que a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal seja oficiada para adotar as providências cabíveis, e que os advogados de Bolsonaro sejam devidamente intimados da decisão.
Além disso, Moraes encaminhou os autos à PGR, que terá o prazo de cinco dias para se manifestar sobre as questões ainda pendentes no processo.