Com foco em transparência, responsabilidade fiscal e moralização no uso dos recursos da saúde, nova administração busca apurar reais passivos antes da liberação de verbas públicas.
A nova gestão da Santa Casa de Campo Grande determinou a realização de uma pente-fino contábil e operacional antes de autorizar a liberação do pagamento de cerca de R$ 32 milhões relativos a honorários em atraso de aproximadamente 300 médicos contratados como Pessoa Jurídica (PJ). A medida, anunciada pela administração provisória do hospital, reflete o compromisso com a integridade do gasto e a correta aplicação dos fundos que sustentam a maior instituição hospitalar do estado.
O montante acumulado refere-se a serviços prestados desde maio por profissionais terceirizados. Em vez de efetuar repasses sem a devida verificação dos contratos e medições de trabalho, a direção optou pela realização de uma auditoria para checar, com rigor técnico e isenção, a precisão e a lisura de cada valor cobrado.
Transparência e Combate a Irregularidades
A decisão de auditagem ocorre em um momento decisivo para o reestabelecimento da ordem no hospital. A atual intervenção assumiu o comando após investigações do Ministério Público apontarem indícios de fraudes e desvios em contratos de gestões passadas, culminando no afastamento dos antigos administradores. A apuração técnica surge, assim, como uma salvaguarda indispensável para evitar que novos repasses ocorram sem a devida comprovação dos serviços prestados.
Paralelamente à averiguação das dívidas com prestadores de serviço, o Governo do Estado e a Prefeitura de Campo Grande avançam em tratativas para a repactuação do contrato com o hospital. A proposta prevê a ampliação dos repasses públicos em R$ 4,5 milhões mensais, condicionados ao cumprimento de diretrizes de eficiência e rigor orçamentário.
Respeito ao Dinheiro Público e Sustentabilidade Hospitalar
A apuração rigorosa dos contratos visa não apenas resguardar os cofres públicos, mas também assegurar a sustentabilidade das finanças da Santa Casa no longo prazo, viabilizando o pagamento justo àqueles que efetivamente trabalharam e impedindo desperdícios ou pagamentos indevidos.
Com a auditoria em andamento, a expecção é que os pagamentos validados sejam efetuados conforme o andamento das verificações. A iniciativa reafirma que o caminho para o fortalecimento da saúde pública passa, obrigatoriamente, pelo cumprimento da lei, controle financeiro e respeito ao contribuinte.




