O PL em Mato Grosso do Sul saiu da eleição deste domingo (4) como a legenda com mais representantes eleitos no Estado. O partido conquistou 14 dos 35 cargos em disputa: as duas vagas ao Senado, três das oito cadeiras na Câmara dos Deputados e nove das 24 na Assembleia Legislativa. Nenhum outro partido elegeu mais de cinco nomes, segundo a totalização do TSE com 100% das seções apuradas.
PP e PT aparecem logo atrás, com cinco eleitos cada. O Republicanos elegeu quatro e o PSDB, três.


Dobradinha no Senado
Na disputa ao Senado, o partido ficou com as duas cadeiras. Reinaldo Azambuja foi o mais votado, com 903.554 votos (34,64%). Capitão Contar ficou com a segunda vaga, com 856.045 votos (32,82%).
A coligação de esquerda ficou bem atrás. Vander Loubet (PT) teve 13,88% dos votos válidos. A senadora Soraya Thronicke (PSB), que tentava a reeleição, recebeu 13,07% e deixa o cargo em janeiro.
Maior bancada na Câmara
Para deputado federal, o PL somou 446.652 votos, cerca de 31% dos votos válidos. A votação é quase o dobro da registrada pelo Republicanos, segundo colocado, com 254.390. O resultado garantiu três das oito vagas de MS na Câmara.
Os eleitos são Marcos Pollon (140.129 votos), Mara Caseiro (120.199) e Rodolfo Nogueira (103.303). Pollon foi o segundo mais votado do Estado, atrás apenas de Camila Jara (PT), que teve 154.157 votos. Pollon e Rodolfo foram reeleitos. Mara Caseiro, hoje deputada estadual, chega pela primeira vez à Câmara.
Nove das 24 cadeiras na Assembleia
O peso do partido aparece ainda mais na Assembleia Legislativa. A legenda recebeu 418.569 votos, mais que o dobro do PSDB, segundo colocado, com 187.969. Com isso, terá 37,5% das cadeiras a partir de 2027.
Sete deputados entraram pelo quociente partidário e outros dois na distribuição das sobras. Os dois mais votados do Estado são do partido: Zé Teixeira, com 54.080 votos, e Paulo Corrêa, com 44.541.
Também foram reeleitos Coronel David, Lucas de Lima e Marcio Fernandes. Os estreantes na bancada são Gianni Nogueira, Odilon Ribeiro, Daverson Matos e André Salineiro.
Vantagem também na corrida presidencial
O desempenho se repetiu na disputa pela Presidência. Em Mato Grosso do Sul, Flávio Bolsonaro (PL) teve 873.351 votos (58,60%), contra 516.855 (34,68%) de Lula (PT). A diferença no Estado passou de 356 mil votos.
No país, a margem foi bem menor: 47,03% para Flávio e 45,16% para Lula. Como nenhum dos dois passou de 50% dos votos válidos, a disputa vai para o segundo turno.
Governo fica com aliado
O governo foi o único cargo majoritário em que o PL não teve candidato próprio. O partido integrou a coligação do governador Eduardo Riedel (PP), reeleito no 1º turno com 914.323 votos (67,07%). A coligação reuniu dez partidos, e o vice da chapa é Barbosinha (Republicanos).Aqui está o código pronto para colar no editor HTML do WordPress: “`html
| Partido | Governo | Senado | Dep. federal | Dep. estadual | Total |
|---|---|---|---|---|---|
| PL | – | 2 | 3 | 9 | 14 |
| PP | 1 | – | 1 | 3 | 5 |
| PT | – | – | 1 | 4 | 5 |
| Republicanos | – | – | 2 | 2 | 4 |
| PSDB | – | – | – | 3 | 3 |
| União Brasil | – | – | 1 | 1 | 2 |
| MDB | – | – | – | 1 | 1 |
| Avante | – | – | – | 1 | 1 |
| Total | 1 | 2 | 8 | 24 | 35 |
Fonte: TSE, totalização com 100% das seções apuradas. Não inclui vices nem suplentes.“`
O resultado da Assembleia ainda pode sofrer ajuste. Os votos do deputado Jamilson Name (PP) estão sub judice, e o TSE registra 35.656 votos anulados nessa condição. Se a situação dele for revertida na Justiça Eleitoral, a distribuição das vagas pode mudar.
Senadores e deputados eleitos tomam posse em fevereiro de 2027. Antes disso, o eleitor sul-mato-grossense volta às urnas no segundo turno da eleição presidencial.
Informações RCN 67





