Bomba: Governo Lula opera nos bastidores em apoio a Moraes

Compartilhar notícia

Uma crise se instalou no Supremo Tribunal Federal (STF), após decisões do ministro André Mendonça no processo do Banco Master, que revelaram ligações do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com Moraes.

O Palácio do Planalto, sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, uniu forças com a ala majoritária do Supremo Tribunal Federal (STF) para traçar uma controversa estratégia política e jurídica nos bastidores de Brasília. O plano visa blindar o ministro Alexandre de Moraes e neutralizar as ações do ministro André Mendonça, adiando qualquer decisão sobre eventuais investigações para o período posterior às eleições.

A articulação governista e jurídica atua em três frentes principais para conter os danos das investigações que envolvem o Banco Master e o INSS. A prioridade imediata é empurrar o julgamento do caso de Moraes no Plenário para depois do pleito eleitoral, evitando que o desgaste das denúncias contamine as campanhas dos candidatos apoiados pelo governo. Em um segundo momento, o grupo pretende usar o voto da maioria para retirar Mendonça das relatorias dos inquéritos sensíveis, sob a alegação de suspeição.

Em um cenário mais extremo, o plano desenhado por aliados do governo prevê o uso de relatórios internos da Polícia Federal para tentar o afastamento definitivo de André Mendonça do STF por suposto abuso de autoridade. Para além da blindagem imediata de seus aliados, a cúpula do governo enxerga na crise uma oportunidade de reconfigurar o equilíbrio de forças do Judiciário. Caso o projeto avance e resulte no afastamento de magistrados da ala conservadora, o presidente Lula poderia alcançar a marca histórica de até cinco indicações à Corte, consolidando uma hegemonia governista no STF pelas próximas décadas.

Rolar para cima