Delcídio e Fábio Trad: os “importados” que usam o PT como “barriga de aluguel”

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Delcídio do Amaral, Luiz Inácio Lula da Silva e Fábio Trad em montagem publicada pelo Blog do Nélio.

Com a aproximação das eleições de 2026, o Blog do Nélio publicou uma análise crítica sobre a decisão do PT de apostar no advogado e ex-deputado federal Fábio Trad para a disputa pelo Governo de Mato Grosso do Sul.

O artigo descreve Fábio Trad e Delcídio do Amaral como nomes que construíram parte relevante de suas trajetórias fora da tradição política petista e que posteriormente encontraram espaço eleitoral no partido. A expressão “barriga de aluguel”, usada no título original, representa a avaliação do autor do texto e de críticos citados na publicação.

Fábio Trad desenvolveu sua carreira partidária principalmente no MDB e no PSD. Em agosto de 2025, ingressou no PT e afirmou que a mudança representava um reencontro com sua identidade política. Segundo a análise, parte da militância recebeu a filiação com resistência e passou a questionar a coerência da escolha.

Antes da filiação, Fábio também ocupou uma função na Embratur entre fevereiro de 2023 e março de 2026. O artigo sustenta que sua trajetória anterior, marcada por posições distantes da esquerda partidária, alimenta críticas de adversários sobre uma mudança motivada pela disputa estadual.

Ao traçar um paralelo, o texto relembra a entrada de Delcídio do Amaral no PT em 2001. Depois de atuar em cargos técnicos e manter relações com diferentes grupos políticos, Delcídio retornou ao Estado, integrou o governo Zeca do PT e foi eleito senador em 2002.

Delcídio foi reeleito em 2010, disputou o Governo de Mato Grosso do Sul em 2006 e 2014 e ganhou projeção nacional. Em 2015, foi preso sob acusação de tentar obstruir investigações da Operação Lava Jato. No ano seguinte, teve o mandato cassado pelo Senado e deixou o PT. Posteriormente, tentou retornar à vida pública por outras legendas.

Na avaliação do Blog do Nélio, os dois casos revelariam uma estratégia do PT estadual de incorporar políticos vindos de outras tradições quando não dispõe de candidaturas próprias com força eleitoral suficiente. O artigo questiona se a legenda estaria ampliando seu campo político ou apenas cedendo sua estrutura a candidaturas de ocasião.

O próprio texto registra o contraponto de que o PT e seus novos filiados consideram alianças e incorporações de lideranças parte da dinâmica democrática, capazes de ampliar o diálogo com diferentes setores da sociedade. As críticas e interpretações apresentadas são de responsabilidade do autor da análise original.

Informações e imagem: Blog do Nélio.

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