À medida que o pleito presencial se aproxima e os índices de rejeição do Palácio do Planalto se tornam incontornáveis, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva recorre mais uma vez ao tradicional assistencialismo de apelo eleitoreiro. Em duras críticas direcionadas ao atual mandatário, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro denunciou que a recente movimentação do governo em torno do Bolsa Família reflete apenas o desespero político e o cálculo das urnas, e não um compromisso genuíno com as famílias necessitadas.
Para o eleitor conservador, a atitude de Lula escancara uma prática recorrente da esquerda: a utilização de programas sociais como moeda de troca política e ferramenta de dependência econômica. Em vez de promover uma agenda de liberdade, empreendedorismo e geração de empregos reais que capacitem as pessoas a conquistarem a independência financeira, a atual administração prefere acenar com reajustes pontuais e paliativos no momento exato em que precisa garantir apoio popular para a reeleição.
Durante declarações recentes, Flávio ressaltou que a manutenção do auxílio é um direito sagrado dos vulneráveis, mas enfatizou que o programa não deve ser transformado em um cativeiro eleitoral perpetuado pela máquina pública. A verdadeira ajuda social, argumentam os defensores da plataforma conservadora, apoia-se em portas de saída e oportunidades para que o cidadão caminhe com as próprias pernas, sem ficar refém das conveniências do calendário político de Brasília.





