CÂMARA
Partido elegeu 121 deputados federais; renovação da Casa chegou a 35,67%.
A nova composição da Câmara dos Deputados confirma avanço expressivo do PL. Segundo a Agência Brasil, o partido elegeu 121 deputados federais, 24 a mais que na eleição anterior, e terá a maior bancada da próxima legislatura. A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PCdoB e PV, aparece em segundo lugar, com 88 cadeiras.
O levantamento indica que a renovação da Câmara chegou a 35,67%. Dos 513 deputados federais eleitos, 183 vão exercer o primeiro mandato. Outros 301 foram reeleitos, representando 58,6% do total, e 29 ex-deputados voltam à Casa após legislaturas anteriores.
O tamanho das bancadas importa porque influencia presidência da Câmara, relatorias, comissões, emendas, calendário de votações e força de negociação com o Executivo. Em um país presidencialista com Congresso fragmentado, quem tem bancada organizada consegue travar projetos ruins e pautar reformas necessárias.
Para a direita, a ampliação do PL cria oportunidade e obrigação. O eleitor conservador não votou apenas por símbolo partidário. Votou esperando defesa de segurança pública, combate à corrupção, liberdade econômica, proteção da família, responsabilidade fiscal e reação a abusos institucionais. Bancada grande sem agenda vira número vazio.
Também é necessário compreender que a Câmara não será homogênea. União Progressista, PSD, Republicanos, MDB, Podemos, PSB, PSOL-Rede, PSDB-Cidadania, Novo e outras forças terão papel relevante. A construção de maioria exigirá negociação, mas negociação não pode significar abandono de princípios.
A disputa pelo comando da Casa será um dos primeiros testes. Presidência da Câmara define ritmo, prioridade e interpretação prática do regimento. Uma direita maior deve cobrar transparência na pauta, respeito ao deputado eleito e menos concentração de poder em acordos de bastidor.
O resultado indica que o eleitor deslocou parte importante do Congresso para posições mais conservadoras. Isso pode favorecer projetos de segurança, fiscalização do gasto e redução de entraves ao empreendedorismo. Mas a cobrança será diária: votar bem, comparecer, explicar decisões e não se esconder atrás de discurso. O mandato começa nas urnas, mas se confirma em cada votação.
Também será preciso enfrentar a tentação do orçamento como moeda de troca. Emenda parlamentar pode atender município, mas não pode substituir planejamento, fiscalização e prioridade nacional. A nova Câmara terá legitimidade para cobrar o Executivo, mas precisa aceitar transparência sobre suas próprias escolhas. Poder maior pede responsabilidade maior.
O eleitor deve observar quem defende corte de privilégio, simplificação de regras, segurança nas cidades e ambiente de trabalho para pequenas empresas. O Congresso costuma decidir temas que parecem distantes, mas aparecem no preço, no imposto, na burocracia e na qualidade dos serviços. Bancada forte precisa transformar voto em entrega. A próxima legislatura será teste de coerência.
Fonte: Agência Brasil.





