Enquanto pregava valores nas redes, BO aponta ataques verbais de influenciador contra companheira do pai Caso envolve Firmino Cortada, conhecido por discurso moralista Um boletim de ocorrência registrado em 8 de novembro de 2025, às 16h23, na Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, expõe relatos de ofensas verbais, humilhações e tentativas de deslegitimação contra a companheira de Firmino Cortada Pai, ocorridas após o homem ser internado e colocado em coma induzido, segundo narra a vítima . O registro policial foi formalizado no mesmo período em que Firmino Cortada Neto ampliava sua projeção pública, entrevistando figuras nacionais da direita, como Nikolas Ferreira, e se conectando com lideranças conservadoras, enquanto, segundo o boletim, adotava ou permitia atitudes completamente opostas ao discurso que difundia nas redes sociais.
BO

Ofensas e humilhações descritas no boletim De acordo com o relato prestado à autoridade policial, a vítima passou a ser alvo de ataques verbais diretos, sendo chamada por termos pejorativos, ironizada e constantemente desqualificada por Firmino Cortada Neto e pelo esposo, Murilo. O boletim descreve que ela teria sido tratada como interesseira, oportunista e alguém que não teria legitimidade alguma para permanecer ao lado do companheiro naquele momento crítico. As expressões utilizadas, segundo a vítima, tinham o objetivo de humilhá-la, constrangê-la e afastá-la do convívio e das decisões relacionadas ao estado de saúde do homem. As falas teriam ocorrido justamente quando Firmino Cortada Pai já estava inconsciente e incapaz de manifestar sua vontade, o que, segundo a comunicante, agravou ainda mais o impacto emocional das agressões verbais.
O contraste temporal que chama atenção O que torna o caso ainda mais sensível é o contraste entre o conteúdo do boletim de ocorrência e o momento vivido por Firmino Cortada Neto no espaço público.
Naquele mesmo período:
• Firmino publicava conteúdos voltados ao público conservador;
• Defendia pautas morais, valores familiares e discurso de respeito;
• Entrevistava Nikolas Ferreira, deputado federal e uma das principais vozes da direita nacional;
• Se apresentava como articulador e interlocutor de lideranças conservadoras. Enquanto isso, segundo o registro policial, uma mulher relatava estar sendo atacada, ridicularizada e pressionada nos bastidores familiares, longe das câmeras e do humor performático das redes sociais. A ironia é evidente: o defensor público de valores tradicionais aparece no BO como parte de um contexto de violência verbal contra uma mulher em situação de fragilidade. Atuação de esposo de Firmino Cortada Neto também é citada O boletim também menciona Murilo, esposo de Firmino, apontado como participante ativo do ambiente de hostilidade. Segundo o relato, ele teria reforçado as ofensas, endossado as ironias e contribuído para a sensação de intimidação e isolamento da mulher. A vítima afirma que o conjunto de atitudes a levou a procurar a polícia como forma de resguardar sua integridade emocional e seus direitos, diante da escalada de conflitos. Nome já havia surgido em apurações mais amplas
• Firmino Cortada Neto já havia aparecido em apurações envolvendo influenciadores e estruturas empresariais e financeiras que passaram a ser observadas por órgãos de investigação.
• O caso atual reforça a presença recorrente do nome em contextos que extrapolam o entretenimento digital e alcançam esferas policiais e investigativas.
Vendas de Sentenças
Catan homenageou influencer citado em operação da PF que investiga venda de sentenças
Caso Master
CEO da Group Br, Júnior Favoreto, foi citado como responsável por abordagem a influenciadores; Firmino Cortada, agenciado pela empresa, produziu conteúdos sobre o caso e levanta questionamentos.

O escândalo envolvendo a tentativa de ofensiva digital milionária em defesa do Banco Master, instituição liquidada extrajudicialmente pelo Banco Central, ganhou um novo recorte regional: Mato Grosso do Sul aparece diretamente ligado a dois nomes citados na apuração.
Trata-se de Júnior Favoreto, CEO da agência Group BR, e do influenciador Firmino Cortada, ambos sul-mato-grossenses e hoje com atuação nacional no mercado de influência digital e comunicação política.
As informações constam em reportagens publicadas pelo jornal O Globo, pela colunista Malu Gaspar, e repercutidas por diversos veículos, além de apuração própria do Portal O Contribuinte.
Júnior Favoreto é citado como responsável por abordagem
A influenciadora Juliana Moreira Leite, que soma cerca de 1,4 milhão de seguidores, afirmou publicamente que foi abordada por Favoreto, para participar de uma ação envolvendo conteúdos sobre o Banco Master.
Segundo Juliana, a proposta incluía publicações que questionariam a atuação do Banco Central no processo de liquidação da instituição financeira, alinhadas a uma estratégia de defesa do banco.
O nome de Júnior Favoreto surge no mesmo contexto em que outras agências teriam oferecido contratos de até R$ 2 milhões a influenciadores digitais, dentro de uma operação conhecida como “Projeto DV” ou “Operação DV”, referência ao banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Firmino Cortada, Group Br e os conteúdos sobre o Banco Master
Outro ponto sensível da apuração envolve o influenciador Firmino Cortada, um dos nomes mais populares do humor político brasileiro atualmente.
Firmino:
– É natural de Mato Grosso do Sul
– Cresceu rapidamente em alcance nacional
Recentemente, foi divulgado que Firmino Cortada integra o casting oficial de influenciadores da Group Br, agência comandada por Júnior Favoreto.
Durante o auge da crise do Banco Master, Firmino publicou diversos vídeos sobre o caso. Dois deles chamaram atenção por:
– Não atacarem diretamente o banco
– Trazerem questionamentos sobre a decisão do Banco Central
– Apresentarem um tom considerado atípico em relação à postura crítica usual do influenciador
Para parte do público, o conteúdo soou ambíguo ou excessivamente cauteloso, levantando dúvidas sobre eventual alinhamento estratégico.
Na manhã desta quarta-feira, 7, Firmino voltou a tratar do tema em suas redes sociais, porém sem esclarecimentos objetivos sobre eventual vínculo comercial ou editorial envolvendo o caso.
Diante do contexto, surge a pergunta que ainda não foi respondida publicamente:
Firmino Cortada recebeu ou não qualquer valor, orientação ou alinhamento para tratar do caso Banco Master?
Até o momento, não há comprovação de pagamento nem confirmação de contrato envolvendo Firmino no episódio.
Polícia Federal entra em campo
A controvérsia ganhou novo patamar após a informação de que a Polícia Federal vai investigar se houve uma campanha coordenada envolvendo influenciadores digitais para atacar o Banco Central a mando do Banco Master.
Segundo apuração do jornal O Estado de S. Paulo, confirmada pelo Portal O Contribuinte, a PF avalia abrir um inquérito específico para apurar se 46 perfis foram acionados com o objetivo de:
– Desgastar institucionalmente o BC
– Influenciar a opinião pública
– Tentar reverter a liquidação do Master por meio de pressão política e digital
De acordo com fontes ligadas à investigação:
– A agência UNLTD estaria entre as responsáveis pelos contatos
– Os contratos chegariam a R$ 2 milhões
– Havia cláusula de confidencialidade com multa de até R$ 800 mil
A investigação considera ainda a hipótese de que os conteúdos buscavam associar a liquidação do banco a uma suposta articulação de políticos de esquerda e do chamado “Centrão” — tese já descartada pelo Tribunal de Contas da União (TCU).
Vereador do PL denunciou o esquema
Um dos denunciantes é o vereador Rony Gabriel (PL), de Erechim (RS), com mais de 1,5 milhão de seguidores. Ele afirma ter sido procurado, chegou a assinar um acordo de confidencialidade e, ao compreender o teor da proposta, recusou participar.
“Se Daniel Vorcaro cair, muitos políticos caem junto”, afirmou o vereador em vídeo, relatando o conteúdo do material que lhe foi apresentado.
Rony encaminhou documentos e mensagens à colunista Malu Gaspar, que deu início à série de reportagens sobre o caso.