O fim da oligarquia política Trad: após Marquinhos filiar ao PDT e o advogado extremista de esquerda, Fábio, ir para o PT, Nelsinho é a “bola da vez”

Por décadas, a família Trad esteve unida em torno do nome e da influência política de Nelson Trad, Trad foi preso no governo militar.

Filho de Assaf Trad e Margarida Maksoud, imigrantes libaneses. Casou-se com Therezinha Mandetta e teve cinco filhos: Fátima, Maria Thereza, Marquinhos, Fábio e Nelsinho, sendo os três últimos também políticos.

Era pai de Nelsinho Trad (senador por Mato Grosso do Sul e ex-prefeito de Campo Grande), de Marquinhos Trad (ex-prefeito de Campo Grande) e de [Fábio Trad](ex-deputado federal).

Cursou advocacia na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) entre 1953 e 1957. Foi presidente do Conselho Penitenciário do Estado do Mato Grosso do Sul e do Tribunal de Justiça Desportiva da Federação de Futebol.

Em 2006, foi relator no processo do conselho de ética da Câmara e recomendou a cassação do mandato do deputado Roberto Brant (PFL-MG).

Como representante legal da empresa “O Bisturi- Equipamentos Médico-Hospitalares Ltda.” foi condenado, por cobrança de materiais faturados e não entregues ao Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social. Além do pagamento de débito, a empresa teve suas contas julgadas irregulares.

Nelson Trad foi alvo de ação popular que questiona o pagamento, pelo do extinto Fundo Estadual de Aposentadoria do Parlamentar de Mato Grosso do Sul, de pensões a quatorze pessoas, as quais recebiam, simultaneamente, o benefício e o salário.

Votou pela recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira – CPMF, com o nome de Contribuição Social para a Saúde – CSS. Na ocasião, por apenas três votos, o imposto que inicialmente era provisório, foi mantido.

Votou contra a suspensão da CPI do apagão aéreo em 2007.

Votou pelo fim do voto secreto no legislativo.

Faleceu aos 81 anos em Campo Grande (MS) devido á problemas cardíacos.

Polêmica

Em 9 de junho de 2010, agrediu a repórter Mônica Iozzi e o operador de câmera do programa CQC, da BAND, após assinar sem olhar um abaixo-assinado que propunha a inclusão de 1 litro de cachaça no programa Bolsa Família. O programa foi ao ar em 14 de junho. Depois do incidente, o deputado abriu uma investigação e acusou a equipe de reportagem de agredi-lo o qual fora desmentido por um vídeo exibido na integra pela TV Bandeirante. O deputado apoiou uma lei para impedir o trabalho da imprensa no Congresso.

Essa unidade, no entanto, chegou ao fim.

O que parecia improvável nos anos em que os três irmãos dividiam espaços de poder em Campo Grande tornou-se realidade: Marcos Trad filiou no PDT e Fábio Trad anunciou a filiação ao Partido dos Trabalhadores (PT), em posição contrária ao irmão mais velho, Nelsinho Trad, atual senador pelo Partido Social Democrático (PSD) e aliado de grupos políticos identificados com o bolsonarismo em Mato Grosso do Sul. Segundo informações de bastidores, Nelsinho não terá apoio da direita em MS, e sua única saída seria um convite para ser vice de Riedel ou sair candidato a deputado estadual ou federal.

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