A agenda política de Jair Bolsonaro continua a mobilizar figuras do PL de Mato Grosso do Sul (MS) para os próximos atos que o ex-presidente convocou. Deputados estaduais, um deputado federal e vereadores confirmaram sua participação nas manifestações previstas para os dias 16 de março, em Copacabana (RJ), e 7 de abril, na Avenida Paulista (SP). A presença desses políticos é vista como parte de um movimento de apoio à sua linha de frente, focada na anistia aos presos políticos do 8 de janeiro de 2023 e na liberdade de expressão.
Entre os parlamentares confirmados estão o deputado estadual Coronel David, que lidera o partido no Estado, além de Neno Razuk, Lucas de Lima e João Henrique Catan. No cenário municipal, vereadores como Rafael Tavares, André Salineiro e Ana Portela, de Campo Grande, também marcaram presença. Jair Bolsonaro, por meio de vídeos postados em suas redes sociais, reiterou sua convocação, alertando sobre qualquer manifestação fora das principais datas e locais, classificando como “oportunismo barato” atos em outras regiões.
Bolsonaro também frisou a expectativa de reunir até 1 milhão de pessoas nas duas grandes manifestações, como forma de pressionar o governo e destacar sua agenda política. No entanto, o clima de tensão aumentou com a resistência de alguns políticos que não seguiram a recomendação centralizada do ex-presidente. Em Campo Grande, o deputado federal Marcos Pollon, ao invés de se alinhar ao movimento principal, organizou um ato local para o dia 16 de março, contrariando a orientação bolsonarista.
Embora outros estados, como Mato Grosso e Minas Gerais, tenham acatado a recomendação e cancelado eventos descentralizados, o movimento no MS se vê dividido, gerando discussões dentro do partido. O ex-presidente demonstrou preocupação com a possibilidade de novos protestos fora do planejamento, temendo que estes possam gerar complicações jurídicas.
Informações Correio do Estado